A coloproctologista Aline Amaro, que atende em Brasília (DF), chama a atenção para alterações sutis e prolongadas no funcionamento do intestino que podem indicar comprometimento do cólon, parte final do sistema digestivo responsável por absorver água e sais minerais e preparar a eliminação das fezes.
Segundo a médica, muitas doenças que atingem o cólon começam sem sintomas, motivo pelo qual o rastreamento periódico é recomendado. Quando os primeiros sinais aparecem, costumam ser discretos, persistentes e facilmente normalizados pelo paciente.
Principais sinais de alerta
Mudança de hábito intestinal por semanas é o indicativo mais frequente, segundo Aline Amaro. O quadro pode envolver constipação recente, diarreia contínua, alternância entre diarreia e prisão de ventre ou mudança no formato das fezes.
Outros sinais citados pela especialista incluem:
- Presença de sangue nas fezes, no papel higiênico ou fezes muito escuras;
- Sensação de evacuação incompleta;
- Urgência para defecar;
- Aumento progressivo de gases e distensão abdominal;
- Cansaço fora do habitual;
- Anemia por deficiência de ferro sem causa aparente;
- Perda de peso inexplicada.
Embora esses sintomas não representem, por si sós, um diagnóstico de câncer, a médica reforça que eles indicam a necessidade de avaliação, especialmente quando persistem, evoluem ou surgem em pessoas com mais de 40 a 50 anos.
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Prevenção e cuidados
Para manter o cólon saudável, Aline Amaro recomenda adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e grãos integrais, praticar atividade física regularmente e evitar o tabagismo.
Com informações de Metrópoles
