Gatos não dependem de vocalizações para expressar carinho. Pesquisas recentes indicam que a linguagem corporal felina reúne pistas sutis, capazes de revelar quando o animal se sente seguro e ligado ao tutor.
Estudos sobre apego
Um levantamento da Universidade do Oregon confirmou que os felinos formam vínculos de segurança com humanos de forma semelhante a cães e bebês. O trabalho avaliou variações de comportamento e marcadores fisiológicos — como níveis hormonais — em animais com laços classificados como seguros ou inseguros.
Já um estudo publicado em 2024 examinou a interpretação humana dos sinais visuais e vocais dos gatos. A análise concluiu que a comunicação é multimodal e pode ser subestimada quando observada apenas por um dos canais (som ou movimento).
Como os comportamentos evoluem
Filhote: o ato de “amassar pão” — pressionar as patas alternadamente — começa quando estimula a produção de leite na mãe.
Socialização: com o crescimento, o toque de nariz e o roçar de bochechas passam a funcionar como saudação entre membros do mesmo grupo.
Vínculo doméstico: na vida adulta, essas práticas são adaptadas para demonstrar confiança no ambiente humano.
Imagem: inteligência artificial
Sinais claros de confiança
Expor o abdômen é um dos gestos de maior vulnerabilidade para um gato, indicando segurança total de que não será ferido. Outros comportamentos associados ao afeto incluem:
- Piscar lentamente: sugere relaxamento na presença do tutor.
- Cabeçadas suaves (bunting): deposita feromônios faciais na pessoa, marcando-a como parte do grupo familiar.
O que significa cada movimento
- Rabo em formato de interrogação: alegria intensa e desejo de interação.
- Amassar pão no colo: sensação de conforto que remete à infância.
- Trazer pequenos “presentes”: reconhecimento do tutor como integrante do grupo social.
Cauda, olhos e ronronar
Quando o felino caminha com o rabo erguido e levemente dobrado na ponta, faz uma saudação amigável. Olhos abertos com pupilas relaxadas indicam satisfação com o ambiente. O ronronar, por sua vez, nem sempre está relacionado apenas ao prazer: em algumas situações, serve como mecanismo de autocura ao mesmo tempo em que busca proximidade física.
Compreender esses sinais pode favorecer uma convivência mais harmoniosa entre animais e tutores.
Com informações de Olhar Digital
