O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) prestou depoimento por videoconferência ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. A oitiva integra a ação penal que apura danos provocados durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
Ramagem se encontra nos Estados Unidos desde setembro de 2025 e é considerado foragido. A audiência, conduzida por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, durou cerca de 50 minutos. O ex-parlamentar respondeu a questionamentos da magistrada e de um representante da Procuradoria-Geral da República (PGR), acompanhado pelo advogado Paulo Cintra.
Suspensão parcial e retomada do processo
Em maio de 2025, a Câmara dos Deputados suspendeu parte do processo contra Ramagem, impedindo que fosse julgado pelos crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado enquanto exercesse o mandato. Os delitos estão ligados aos acontecimentos de 8 de janeiro, ocorridos depois de sua diplomação.
Contudo, em 18 de dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara cumpriu determinação do STF e declarou a cassação do mandato. Dias depois, o ministro Alexandre de Moraes reabriu a ação penal por danos, que agora está na fase de instrução.
Condenação anterior e status de foragido
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem já foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Ele deixou o Brasil antes da conclusão do julgamento, em setembro de 2025. Em 25 de novembro daquele ano, Moraes determinou a execução das penas para os réus do chamado núcleo 1, decretando a condição de foragido para Ramagem.
Imagem: Fernando Frazão
Pedido de extradição
O governo brasileiro solicitou a extradição do ex-deputado aos Estados Unidos. Segundo o Ministério da Justiça, o pedido foi encaminhado pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado norte-americano em 30 de dezembro de 2025, durante a gestão do presidente Donald Trump.
O processo segue no STF à espera de novos desdobramentos.
Com informações de Gazeta do Povo
