O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu que países interessados em ocupar um assento vitalício no recém-criado Conselho da Paz para administração da Faixa de Gaza deverão aportar US$ 1 bilhão ao fundo da entidade.
O convite para integrar o órgão foi enviado a cerca de 60 nações, entre elas o Brasil, representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento chegou à embaixada brasileira em Washington na sexta-feira, 16 de janeiro, e ainda aguarda resposta do Palácio do Planalto.
De acordo com a carta assinada por Trump e obtida pela agência Reuters, os integrantes terão mandato inicial de três anos. A permanência além desse período dependerá do pagamento da quantia estipulada no primeiro ano e da aprovação do presidente do conselho, cargo que será ocupado pelo próprio Trump.
Também receberam o convite países como Turquia e Argentina. O presidente argentino, Javier Milei, divulgou a correspondência e declarou que a Argentina “sempre estará ao lado dos que combatem o terrorismo, defendem a vida e a propriedade, e promovem a paz e a liberdade”.
O quadro de membros fundadores inclui o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner.
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A criação do conselho acompanha o lançamento da Fase Dois do plano de 20 pontos apresentado por Trump para encerrar o conflito em Gaza. Segundo Witkoff, o foco agora passa do cessar-fogo para a desmilitarização e a implementação de uma governança tecnocrática. Na quinta-feira, 15 de janeiro, Trump afirmou que a etapa inicial do projeto entregou níveis recordes de ajuda humanitária e preparou o terreno para a transição política.
Com informações de Metrópoles
