Brasília — A defesa do empresário Daniel Vorcaro, preso há quase um ano no âmbito da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, divulgou nota nesta sexta-feira (25.set.2026) repudiando a divulgação de mensagens privadas atribuídas ao cliente e classificando os vazamentos como tentativa de “espetacularização” do chamado Caso Master.
Os advogados Sérgio R. Leonardo e Engels Augusto Muniz afirmam que a publicidade de trechos de conversas “fora de contexto” viola o sigilo legal e fere direitos fundamentais, entre eles o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência. A nota também sustenta que as comunicações atribuídas a Vorcaro não podem ser usadas como indício de conduta ilícita.
Desde o início das investigações, têm sido reveladas trocas de mensagens entre o ex-controlador do Banco Master e autoridades como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma delas, Lula teria agradecido a Vorcaro o envio de uma garrafa de uísque.
Veículos como O Globo e O Estado de S. Paulo apontaram que a estratégia da defesa pode ser a de contestar a validade do processo por suposta quebra da cadeia de custódia das provas e violação do direito à privacidade. A Ordem dos Advogados do Brasil acompanha o caso devido à divulgação de conversas entre Vorcaro e seus defensores.
Em evento realizado em Nova Iguaçu (RJ), Lula disse “ser amigo do povo” e negou proximidade com Vorcaro, afirmando que benefícios de governo devem atender à população, “não a amigos”.

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Na nota, a defesa do empresário reforça que provas só têm validade se obtidas de forma lícita e íntegra, contestando a confiabilidade dos materiais divulgados. Para os advogados, a exposição seletiva e fragmentada de diálogos “causa especial perplexidade” e compromete o direito de defesa.
Vorcaro está detido preventivamente desde 2025, acusado de crimes financeiros relacionados ao antigo Banco Master. A primeira oitiva do processo está marcada para os próximos dias.
Com informações de Gazeta do Povo
