O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Superintendência da Polícia Federal em Brasília apresente, em até cinco dias a partir desta segunda-feira (5), explicações sobre o barulho constante proveniente do sistema de ar-condicionado na sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena.
No pedido encaminhado ao STF, a defesa de Bolsonaro relata que o equipamento “emite ruído contínuo e permanente” por estar instalado ao lado da única janela do local, que não possui vedação adequada. Segundo os advogados, a sala é pequena, comporta apenas uma cama e a abertura na parede fica na altura do tórax do detento, impossibilitando qualquer intervenção que reduza o som.
A petição sustenta que o barulho permanece 24 horas por dia e prejudica o repouso “mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas” de Bolsonaro, configurando risco à saúde. Como solução, os defensores sugerem manutenção do aparelho, isolamento acústico ou alteração da disposição dos itens na cela.
Bolsonaro foi sentenciado por Moraes a 27 anos e três meses de prisão, com possibilidade de progressão ao regime semiaberto após seis anos. Em 24 de dezembro, o ex-presidente passou por cirurgia para retirada de uma hérnia inguinal e por outro procedimento destinado a conter crises de soluço. O pedido de prisão domiciliar humanitária foi negado, e ele retornou ao presídio em 1.º de janeiro.
Imagem: Andre Borges
Com informações de Gazeta do Povo
