','

'); } ?>

PF apura contratos de até R$ 2 milhões para influenciadores atacarem Banco Central no caso Master

A Polícia Federal (PF) investiga a existência de uma campanha coordenada nas redes sociais voltada a desgastar o Banco Central (BC) após a liquidação extrajudicial do Banco Master. De acordo com fontes ligadas ao inquérito, ao menos 46 influenciadores teriam sido procurados por uma agência associada ao banco para publicar conteúdos críticos à autoridade monetária.

Os contratos oferecidos a esses perfis alcançariam até R$ 2 milhões e incluíam cláusulas de confidencialidade com multa de R$ 800 mil em caso de vazamento, segundo reportagens do jornal O Globo citadas no processo. Um dos documentos trazia as iniciais do proprietário do Master, Daniel Vorcaro.

Denúncias de influenciadores

Dois criadores de conteúdo com milhões de seguidores revelaram o esquema, apelidado de “Projeto DV”, em referência às iniciais de Vorcaro. Entre eles está o vereador de Erechim (RS) Rony Gabriel (PL), que possui mais de 1,5 milhão de seguidores. Gabriel afirmou ter assinado o acordo de sigilo para conhecer a proposta, mas recusou participar quando soube do teor das publicações exigidas. Ele encaminhou o material à colunista Malu Gaspar, responsável por reportagens sobre o caso.

A influenciadora Juliana Moreira Leite, com cerca de 1 milhão de seguidores, também disse ter sido abordada. Após a recusa, observou aumento de postagens questionando a decisão do BC.

Pico de publicações e alvos

Levantamento interno da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apontou volume anormal de menções negativas ao BC e à própria entidade entre 26 e 29 de dezembro de 2025, com extensão até 5 de janeiro de 2026. Um dos principais alvos das críticas era Renato Dias Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, responsável por indeferir a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).

Contexto da liquidação

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em meio a uma investigação da PF sobre suposta venda fraudulenta de carteiras de crédito ao BRB, estimada em até R$ 12 bilhões. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu inspeção para analisar o processo que levou à decisão. O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, reviu medida cautelar e decidiu submeter a questão ao plenário.

Desdobramentos políticos

Entre as provas recolhidas pela PF em dezembro de 2025, durante a operação Compliance Zero, surgiu um contrato de R$ 129 milhões em três anos envolvendo a esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A revelação impulsionou pedidos de instalação de CPI e de impeachment contra o magistrado por parte da oposição.

O Banco Central não se pronunciou. A reportagem não conseguiu contato com os influenciadores citados nem com representantes do Banco Master. O espaço permanece aberto para manifestações.

Com informações de Gazeta do Povo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *