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Fachin elogia firmeza de Moraes e afirma que ataques de 8 de janeiro foram premeditados

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, a atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução dos inquéritos sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. A declaração ocorreu na abertura de evento que marca os três anos dos ataques às sedes dos Poderes, realizado na sede da Corte, em Brasília.

Ao discursar, Fachin afirmou que Moraes agiu “com firmeza” e enfrentou “sacrifícios pessoais e familiares” para investigar e julgar os envolvidos. “Permitam-me enaltecer o trabalho do ministro Alexandre de Moraes na condução dos inquéritos e das ações penais que surgiram desse dia infame”, declarou. O ministro homenageado não participou da solenidade.

Sem mencionar as críticas já feitas à condução dos processos, Fachin rejeitou a ideia de que a postura de Moraes possa ser confundida com arrogância. “Há quem confunda firmeza com jactância. O ministro Alexandre de Moraes esteve onde precisava estar, não por bravata, mas por dever do ofício”, disse.

“Premeditação” dos ataques

Fachin classificou os eventos de 8 de janeiro de 2023 como “premeditados” e ressaltou a importância de manter viva a memória do episódio. “O dever desta Corte, guardiã não apenas da Constituição, mas também da memória institucional do país, é evitar que o tempo anestesie nossa sensibilidade e apague a lembrança do malfeito praticado e de quem se levantou contra ele”, afirmou.

Democracia e diálogo entre Poderes

O presidente do STF avaliou que a democracia enfrenta crise no cenário internacional, mas apontou o Brasil como exemplo de resiliência. Ele frisou que a preservação da memória atua como alerta permanente, porque “o preço da democracia e da liberdade é a vigilância eterna”.

Depois de um ano marcado por tensões com o Legislativo, Fachin defendeu o “diálogo respeitoso e republicano” entre os Poderes, igualmente atacados em 8 de janeiro. Para o ministro, manifestações políticas não podem pôr em risco fundamentos democráticos como eleições livres, voto direto e secreto, pluralismo político, soberania do Estado, combate a discriminações e defesa das liberdades públicas.

Presenças na solenidade

Participaram do evento o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para uma vaga no STF; e o presidente interino do Superior Tribunal Militar (STM), Francisco Joseli Parente Camelo.

A cerimônia marcou o terceiro aniversário dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, episódio que resultou na condenação de 835 pessoas pelo STF.

Com informações de Gazeta do Povo

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