A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) conseguiu adiar, nesta terça-feira (20), a audiência de extradição que ocorria em Roma ao solicitar a substituição do colegiado responsável pelo caso.
Os advogados Pieremilio Sammarco e Fábio Pagnozzi alegam que os magistrados demonstram “pressa” em autorizar o retorno de Zambelli ao Brasil e que rejeitaram a inclusão de provas e o depoimento do perito Eduardo Tagliaferro, o que, segundo eles, fere convenções internacionais.
Zambelli, detida na capital italiana desde julho de 2025, declarou na sessão ter “máximo respeito aos magistrados”, mas disse perceber “desinteresse” do tribunal e temer um julgamento sem imparcialidade.
De acordo com nota divulgada pelos advogados, a Corte tentou concluir o processo com “sentença preconcebida”, negando o direito de apresentar testemunhas e documentos considerados essenciais pela defesa.
A Justiça italiana ainda não definiu nova data para a audiência. Fontes ouvidas pela Agência Brasil afirmam que o tribunal avaliou não haver tempo suficiente para analisar informações enviadas pelo governo brasileiro sobre a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia, onde Zambelli cumpriria pena. A defesa sustenta que a unidade não garantiria os direitos humanos da ex-parlamentar.
Imagem: Bruno Spada
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por participação em um suposto plano de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao lado do hacker Walter Delgatti Neto. Ela deixou o Brasil após a sentença e renunciou ao mandato em dezembro de 2025. O pedido de extradição partiu do governo brasileiro.
Com informações de Gazeta do Povo
