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PGR arquiva três pedidos da oposição para afastar Toffoli de investigação sobre Banco Master

Brasília – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o arquivamento de três representações apresentadas por parlamentares da oposição que buscavam afastar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria do inquérito que apura supostas irregularidades no Banco Master.

Em nota divulgada na noite de quinta-feira (22), a Procuradoria-Geral da República informou ter recebido quatro procedimentos com o mesmo objetivo. O primeiro segue em análise, enquanto os três protocolados posteriormente foram arquivados.

Os pedidos de suspeição foram formalizados em 10 de dezembro de 2025 pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). O grupo citou uma viagem de Toffoli a Lima, no Peru, realizada na companhia de um advogado que representa um dos investigados no caso.

Em 15 de janeiro, Gonet arquivou a solicitação inicial sem entrar no mérito das acusações, ao ressaltar que “o caso já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”.

Após novos desdobramentos da investigação, a deputada Caroline de Toni encaminhou informações adicionais à PGR, alegando “conflito de interesse” do ministro. Segundo a parlamentar, empresas ligadas a parentes de Toffoli teriam sociedade com um fundo de investimentos conectado, de forma indireta, ao Banco Master.

Reportagem da Folha de S.Paulo apontou que o Arleen Fundo de Investimentos deteve, até 2025, um terço das ações do resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), e aportes na DGEP Empreendimentos, incorporadora da mesma cidade cuja sociedade incluía um primo de Toffoli. O Arleen, por sua vez, foi cotista do fundo RWM Plus, que recebeu recursos do Maia 95 — um dos seis fundos mencionados pelo Banco Central na teia de fraudes atribuída ao banco controlado por Daniel Vorcaro.

Conforme o Estadão, a sede de uma das empresas está registrada em um imóvel de 130 m² onde vive a família de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro, listado como diretor-presidente da Maridt. A cunhada de Toffoli negou participação do marido no Tayayá.

Já o portal Metrópoles publicou que o resort opera máquinas caça-níqueis e mesas de pôquer, sendo chamado por funcionários de “o resort do Toffoli”, apesar de a família não ter mais vínculo com o empreendimento. Em fevereiro de 2025, a Maridt vendeu todas as suas cotas por cerca de R$ 3,5 milhões para a PHB Holding, do advogado Paulo Humberto Barbosa, que já representou a JBS em questões tributárias. Parte da participação havia sido alienada em 2021 a um fundo ligado ao pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

Com o arquivamento das três representações, a PGR mantém sob análise apenas o primeiro pedido que questiona a permanência de Dias Toffoli na condução do inquérito sobre o Banco Master.

Com informações de Gazeta do Povo

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