','

'); } ?>

Câmara, Senado e famílias de presos pedem ao STF manutenção da Lei da Dosimetria

Advogados da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e parentes de condenados pelos atos de 8 de janeiro entregaram manifestações ao Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa da Lei da Dosimetria, norma aprovada pelo Congresso que prevê a revisão das penas aplicadas a esses réus.

Os documentos contestam ações da Advocacia-Geral da União (AGU) e de partidos de esquerda que pedem a suspensão da lei. Segundo os autores das petições, a redução de punições não representa risco à democracia nem viola a Constituição.

O que diz a Lei da Dosimetria

A legislação altera o cálculo das penas (dosimetria) para crimes cometidos em contexto de multidão. Entre as principais mudanças estão:

  • substituição do somatório de delitos semelhantes por uma única punição;
  • possibilidade de progressão de regime após o cumprimento de um sexto da pena;
  • redução da pena para quem não exerceu liderança nem financiou a ação coletiva;
  • contagem de horas de estudo ou trabalho em prisão domiciliar para abatimento da condenação.

Argumentos do Senado

Na manifestação, os advogados do Senado afirmam que a Constituição não obriga o legislador a adotar penas cada vez mais severas como forma de proteção do Estado. Para a Casa, presumir que a defesa da ordem democrática dependa exclusivamente do aumento do rigor punitivo seria um equívoco jurídico.

Posição da Câmara

A defesa da Câmara recorre ao conceito de “psicologia das multidões”. Conforme o documento, o contágio emocional em grandes aglomerações diminui a capacidade crítica e a autonomia individual, o que justificaria punições mais brandas para participantes que não lideraram nem financiaram os atos.

Situação no STF

A eficácia da Lei da Dosimetria está suspensa por liminar do ministro Alexandre de Moraes. O magistrado aguarda as manifestações dos demais integrantes da Corte antes de levar a discussão ao plenário. A expectativa é que o julgamento sobre a constitucionalidade da norma ocorra entre o fim de maio e o início de junho de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *