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Vorcaro afirma à PF que não contou com apoio político e destaca tornozeleira eletrônica como prova

Brasília – O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou em depoimento prestado à Polícia Federal em 30 de dezembro de 2025 que não recebeu ajuda de autoridades para viabilizar a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). “Se eu tivesse pedido auxílio desses políticos, não estaria com a operação do BRB negada, não estaria aqui de tornozeleira, não teria sido preso”, afirmou o empresário.

A oitiva integra o inquérito que apura suposta fraude bilionária no Master. Os vídeos das declarações de Vorcaro, do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino, foram tornados públicos nesta quinta-feira (29) após decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Negociação com o BRB

O banqueiro disse à delegada Janaina Palazzo, responsável pelo caso, que a tentativa de venda ao BRB foi “construída tecnicamente” dentro do Banco Central. O negócio acabou vetado pelo BC em setembro de 2025, sob alegação de riscos à operação.

Dois meses depois, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Compliance Zero, e o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master.

Contato com Ibaneis Rocha

Questionado sobre possíveis interlocuções políticas, Vorcaro confirmou ter conversado “em poucas oportunidades” com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), acerca da transação. “Ele já foi à minha casa uma vez, e eu fui à casa dele. Foram conversas institucionais”, relatou.

Em 23 de janeiro, Ibaneis negou ter tratado do tema com o empresário. Ao portal UOL, o governador disse que todas as negociações ficaram a cargo de Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.

Com informações de Gazeta do Povo

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