São Paulo — A Polícia Federal identificou que o Banco Master direcionou parte expressiva do dinheiro obtido com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) para fundos de investimento nos quais a própria instituição figurava como único cotista.
A movimentação consta em manifestação da Procuradoria da República em São Paulo citada pelo ministro Dias Toffoli, relator da Operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento embasou a decisão que autorizou a segunda fase da investigação.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os recursos captados no mercado foram alocados principalmente em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Esses veículos compravam Notas Comerciais (NCs) e direitos creditórios de empresas com vínculos societários ou pessoais com os sócios do banco.
O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em novembro de 2025. À época, o rombo nos CDBs somava R$ 83,2 bilhões, dos quais cerca de R$ 40 bilhões estão sendo cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
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Com informações de Metrópoles
