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Cientistas criam fragmento proteico que protege neurônios e pode frear avanço do Parkinson

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, detalharam um novo mecanismo celular ligado à doença de Parkinson e desenvolveram um composto experimental capaz de conter esse processo.

Interferência entre proteínas

Após três anos de investigação, a equipe identificou que o acúmulo da proteína alfa-sinucleína prejudica o trabalho da enzima ClpP, responsável por eliminar resíduos nas mitocôndrias. Quando essa interação acontece, as mitocôndrias perdem eficiência, cai a produção de energia e neurônios essenciais morrem, reduzindo a liberação de dopamina – um dos marcos da doença.

Nova estratégia: CS2

Para bloquear o problema, os cientistas criaram um pequeno fragmento proteico chamado CS2. A molécula age como “isca”, desviando a alfa-sinucleína da ClpP e preservando o funcionamento mitocondrial.

Resultados em testes pré-clínicos

Ensaios com tecido cerebral humano, culturas de neurônios e ratos demonstraram que o CS2 diminuiu a inflamação no cérebro e melhorou desempenho motor e cognitivo nos animais.

Próximos passos

Embora os dados sejam promissores, o grupo ressalta que ainda são necessárias avaliações de segurança antes de avançar para estudos em humanos, etapa prevista para começar em cerca de cinco anos.

Cientistas criam fragmento proteico que protege neurônios e pode frear avanço do Parkinson - Imagem do artigo original

Imagem: R graphy Background

O trabalho foi publicado na revista Molecular Neurodegeneration.

Com informações de Olhar Digital

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