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PF pede suspeição de Dias Toffoli após localizar mensagens do ministro no celular de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a declaração de suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito que investiga o Banco Master. O pedido foi encaminhado na segunda-feira, 9 de fevereiro, ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, após a PF encontrar trocas de mensagens entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro durante a análise do celular do investigado.

De acordo com fontes da corporação, o conteúdo indica proximidade entre o magistrado e o dono do banco, o que levou a PF a pedir novas diligências e a abertura de três frentes de investigação. A presença de outros indivíduos com prerrogativa de foro também foi apontada pelas autoridades.

Posicionamento do ministro

Em nota oficial, o gabinete de Dias Toffoli classificou o pedido como “ilações” e afirmou que a PF não tem legitimidade para requerer sua suspeição, citando o artigo 145 do Código de Processo Civil. O documento acrescenta que a resposta formal será encaminhada ao presidente do STF.

Decisões anteriores no caso

Relator do processo desde que surgiram suspeitas contra pessoas com foro privilegiado, Toffoli determinou, em meados de janeiro, que todos os materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero fossem remetidos lacrados ao STF. Entre os itens estava o celular de Vorcaro, cujo conteúdo foi recentemente acessado pelos peritos.

Após requerimentos da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro reviu a decisão e enviou o material ao Ministério Público. Desde que assumiu o caso, Toffoli decretou sigilo máximo sobre o inquérito e condicionou qualquer diligência à sua autorização prévia.

Viagens e patrocínios

O ministro foi alvo de questionamentos por ter viajado ao Peru em jato privado ao lado de um advogado de um diretor do Banco Master. Também vieram a público informações de que parentes de Toffoli foram sócios em empreendimento de luxo financiado por fundos ligados à instituição. Em maio de 2024, o Banco Master patrocinou o 1º Fórum Jurídico Brasil Ideias, em Londres, evento que contou com a presença dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

Toffoli sinalizou no início de fevereiro a possibilidade de desmembrar o inquérito, remetendo parte das apurações à primeira instância. Nos últimos anos, o ministro já declarou a nulidade de atos da Operação Lava Jato contra nomes como João Vaccari Neto, Marcelo Odebrecht e Alberto Youssef.

A reportagem aguarda posicionamento oficial do STF e da Polícia Federal sobre os próximos passos da investigação.

Com informações de Gazeta do Povo

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