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Eduardo Bolsonaro, em entrevista nos EUA, apoia Flávio para o Planalto e critica Lula e o STF

Washington (EUA), 14 de fevereiro de 2026 — Durante entrevista veiculada neste sábado (14) pela Fox News, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou apoio à recém-lançada pré-candidatura do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República. O objetivo central, segundo ele, é impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Flávio acabou de entrar na disputa e já aparece empatado, em alguns levantamentos até um pouco à frente”, afirmou. Eduardo disse que a família decidiu lançar o nome do senador depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro reconheceu não poder concorrer em outubro por estar preso. “É uma decisão difícil, mas ele está encarcerado — de forma injusta, porém é o que temos”, declarou.

Economia e segurança como eixos da campanha

O ex-parlamentar adiantou que a campanha de Flávio terá foco em economia e segurança pública. “A ideia é mostrar o que, na nossa visão, não funciona no governo Lula nesses dois setores”, comentou, citando aumento da criminalidade e baixo desempenho econômico.

Fragmentação da direita

Questionado sobre a presença de vários pré-candidatos à direita, Eduardo minimizou o risco de dispersão de votos. Para ele, qualquer nome desse campo político “se unirá contra Lula num eventual segundo turno”, afastando a possibilidade de vitória petista já na primeira etapa.

Críticas ao Supremo e ao veto presidencial

Eduardo Bolsonaro voltou a classificar como política a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre suposta tentativa de golpe de Estado. Também criticou o veto de Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado no Congresso para alterar critérios de fixação de penas. “O STF rejeita tudo o que não lhe agrada dizendo que é inconstitucional”, afirmou, acusando a Corte de interferir nos demais Poderes.

Possível indulto

O ex-deputado declarou que, se Flávio vencer, há intenção de conceder perdão presidencial ao pai e a outros condenados ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023. “Meu papel agora é eleger Flávio; ele poderá indultar Jair e, se necessário, a mim também”, disse.

Moraes e sanções dos EUA

Eduardo ainda alegou ser alvo de processos no Brasil após ter denunciado, nos Estados Unidos, supostas arbitrariedades do Judiciário. Ele mencionou que o ministro Alexandre de Moraes o responsabiliza por sanções aplicadas em 2025 pelo governo Donald Trump ao magistrado, a sua esposa e a seu instituto — medidas revogadas meses depois.

A entrevista foi concedida enquanto Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos desde o fim de seu mandato parlamentar.

Com informações de Gazeta do Povo

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