A abertura da janela partidária, que vai até 3 de abril, permite a mudança de partido apenas para deputados estaduais e federais. O período já provoca rearranjos no Tocantins, onde pré-candidatos calculam o peso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e a força das federações para as eleições de 2026.
Recursos do Fundo Eleitoral definem rumos
O volume de verbas partidárias é o principal atrativo. A federação União Progressista (PP + União Brasil) concentra R$ 953,6 milhões, quase 20% do total do FEFC previsto para 2024. O PL, comandado no Estado pelo senador Eduardo Gomes, vem logo depois, com R$ 886,7 milhões. Na sequência aparecem Republicanos (R$ 333,8 milhões), presidido pelo governador Wanderlei Barbosa, e PSD, liderado pelo vice-governador Laurez Moreira.
Vicentinho Júnior avalia o PSDB
O deputado federal Vicentinho Júnior (PP) estuda deixar a federação União Progressista. A filiação ao PSDB, décimo colocado no ranking nacional de recursos, daria mais autonomia para seu projeto de disputar o governo estadual.
Movimentações em Gurupi
No sul do Estado, lideranças articulam novas filiações:
• Eduardo Fortes (PSD) deve aderir ao Republicanos após convite do governador Wanderlei Barbosa.
• Gutierres Torquato (PDT) considera migrar para o PSD, sob comando de Laurez Moreira.
Imagem: Atitude Tocantins
• Gleydson Nato (PL) avalia convites de outras siglas e aguarda reunião com o senador Eduardo Gomes para decidir o futuro.
Os vereadores Colemar da Saborelle (Podemos) e Ivanilson Marinho (PL) não podem trocar de partido, pois a janela não contempla parlamentares municipais nesta legislatura.
Contexto eleitoral
O Tocantins é o 23º menor colégio eleitoral do país. Já São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia concentram 47,98% do eleitorado nacional, porcentual que influencia a distribuição do FEFC. No Estado, a janela partidária deve redefinir alianças e indicar quem chegará mais competitivo à disputa de 2026.
Com informações de Atitude Tocantins
