','

'); } ?>

Três comportamentos que parecem obediência, mas revelam medo em cães

Silêncio, falta de reação e “olhar de culpa” costumam ser interpretados por tutores como sinais de que o cachorro entendeu a bronca. Segundo um levantamento do American Kennel Club (AKC), esses comportamentos na verdade indicam que o animal está assustado e tenta evitar conflito.

Principais sinais de desconfiança

O AKC descreve três atitudes recorrentes em situações de estresse doméstico:

Desvio de olhar – o cão evita o contato visual para demonstrar que não quer confronto.
Lambedura do focinho – o animal lambe o próprio nariz repetidamente na tentativa de se acalmar.
Estado de congelamento – o corpo fica imóvel, revelando nível extremo de medo e sensação de falta de saída.

“Olhar de culpa” não é remorso

Expressões como orelhas baixas, corpo encolhido e exposição do branco dos olhos (“olhar de baleia”) surgem por causa do tom de voz elevado ou da postura intimidadora do tutor, e não por reconhecimento de erro.

Diferença entre calma e submissão

Em situação relaxada, o cão apresenta olhos suaves, boca entreaberta e movimentos fluidos. Já o animal em alerta mantém músculos rígidos, respiração ofegante (sem estar quente) e desloca o peso para trás. Outros contrastes observados:

Olhos: pupilas normais x dilatadas ou com parte branca aparente.
Orelhas: posição natural x coladas ou viradas para trás.
Cauda: balanço amplo x entre as pernas ou rígida.
Boca: lábios relaxados x tensos ou lambedura constante.

Três comportamentos que parecem obediência, mas revelam medo em cães - Imagem do artigo original

Imagem: inteligência artificial

Efeitos do estresse contínuo

A permanência em ambiente inseguro eleva a liberação de cortisol e adrenalina, o que pode gerar problemas digestivos, queda de imunidade e comportamentos compulsivos, como lamber as patas ou perseguir o rabo. Além disso, o medo constante dificulta o aprendizado de novos comandos e torna o animal mais reativo a estímulos simples, como campainhas ou visitas.

Como recuperar a confiança

Especialistas recomendam substituir gritos e punições físicas por reforço positivo. Dar espaço quando o cão demonstra temor, manter rotina previsível e recompensar aproximações voluntárias com petiscos ou elogios ajudam a restabelecer o vínculo e reduzir os sinais de apaziguamento.

Com o tempo, a cooperação baseada em segurança permite que o cachorro execute comandos com alegria, em vez de responder por puro instinto de defesa.

Com informações de Olhar Digital

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *