','

'); } ?>

Tocantins reforça inclusão de pessoas com autismo com novo centro especializado e ações do MP

Cerca de 15 mil tocantinenses – o equivalente a 1% da população estadual – vivem com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para atender esse público, o governo abriu em Palmas o Centro Especializado no Transtorno do Espectro Autista (CETEA), ampliando a rede de suporte clínico e psicopedagógico a pessoas no espectro e suas famílias.

CETEA amplia rede de atendimento em Palmas

Instalado na capital, o CETEA oferece avaliação multidisciplinar, terapias baseadas em evidências e orientação familiar. A criação da unidade integra o conjunto de políticas públicas que buscam garantir direitos previstos em lei, como acesso à saúde, educação e assistência social.

Entenda o Transtorno do Espectro Autista

Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), o TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento, majoritariamente de origem genética, que se manifesta de forma singular em cada indivíduo. Entre as principais características estão:

  • dificuldades de comunicação verbal e não verbal;
  • comprometimento na interação social;
  • interesses restritos e comportamentos repetitivos;
  • hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais.

A condição é permanente e costuma ser identificada ainda na infância, mas o diagnóstico em qualquer fase da vida é relevante para direcionar intervenções adequadas.

Diagnóstico precoce favorece desenvolvimento

A neuropsicóloga Marcelly Cristina destaca que o cérebro, na primeira infância, apresenta maior plasticidade, o que torna as intervenções mais eficazes. “Quando o TEA é identificado cedo, é possível iniciar terapias que estimulam comunicação, habilidades sociais, autonomia e regulação emocional, reduzindo prejuízos futuros”, observa.

A universitária Hellen Reis, diagnosticada na vida adulta, relata alívio ao receber o laudo: “Após anos me sentindo deslocada, finalmente entendi por que sou diferente. Foi um processo de compreensão e aceitação”.

MPTO fiscaliza cumprimento das leis

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) acompanha a execução das políticas voltadas ao TEA e pode instaurar procedimentos administrativos, expedir recomendações, firmar Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) e ajuizar ações civis públicas.

Em 2024, o órgão ingressou com ação contra o Município de Santa Tereza do Tocantins e o Estado do Tocantins para garantir medicamentos a uma criança de seis anos com TEA. A família havia recebido negativa de fornecimento porque os remédios não constavam na lista do Sistema Único de Saúde (SUS).

Principais leis que protegem pessoas com TEA

  • Lei 13.977/2020 (Lei Romeo Mion) – cria a Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA).
  • Lei 12.764/2012 (Lei Berenice Piana) – institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA e reconhece pessoas no espectro como pessoas com deficiência.
  • Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) – reforça a inclusão e igualdade de oportunidades.
  • Lei 13.370/2016 – permite redução de jornada a servidores federais com filhos autistas, sem perda salarial.
  • Lei 8.899/1994 – garante transporte interestadual gratuito a quem comprove renda de até dois salários mínimos.
  • Lei 8.742/1993 (LOAS/BPC) – assegura um salário mínimo mensal à pessoa com TEA em situação de baixa renda.
  • Outras normas, como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990) e o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), também reforçam direitos a diferentes faixas etárias.

Com o CETEA em funcionamento e a atuação do MPTO, o Tocantins avança na oferta de serviços especializados e na defesa jurídica de pessoas com TEA, reforçando a inclusão social e o exercício pleno da cidadania.

Com informações de Sou de Palmas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *