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PF aponta esquema de Daniel Vorcaro para retirar do ar reportagens críticas

Brasília — Investigações da Polícia Federal indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, liderava uma estrutura clandestina para remover publicações desfavoráveis a seus negócios. O inquérito foi tornado público em 5 de março de 2026.

Grupo paralelo operava com R$ 1 milhão por mês

Segundo a PF, Vorcaro comandava a organização apelidada de “A Turma”. O grupo, que teria orçamento mensal aproximado de R$ 1 milhão, realizava vigilância, coleta de informações e produção de documentos falsos destinados a pressionar plataformas digitais a excluir conteúdos.

Falsificação de ordens oficiais

Mensagens obtidas pelos investigadores mostram que o aliado Felipe Mourão confeccionava solicitações fraudulentas em nome de órgãos públicos e autoridades. As comunicações simulavam determinações judiciais ou institucionais, aproveitando o ambiente de cobrança sobre redes sociais para remoção de postagens.

Tentativa de envolver sites no inquérito das fake news

Conversas interceptadas revelam que Vorcaro defendia a inclusão do portal Diário do Centro do Mundo (DCM) no inquérito sobre fake news conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). Há indícios de que intermediários repassavam conteúdos ao gabinete do ministro na expectativa de que fossem formalizados pedidos de retirada, mas o magistrado não respondeu aos questionamentos oficiais sobre o assunto.

Ameaça a jornalista

Em outro trecho, Vorcaro manifesta intenção de agredir o colunista Lauro Jardim, de O Globo, sugerindo a encenação de um assalto para ocultar o real motivo da violência. A PF concluiu que, apesar das mensagens, o ataque não chegou a ser executado.

Posicionamento da defesa

A defesa do empresário nega qualquer irregularidade. Em nota, sustenta que Vorcaro colaborou com as autoridades, argumenta que as conversas foram retiradas de contexto e classifica as declarações como desabafos privados, sem intenção concreta de ameaçar jornalistas.

As investigações seguem em andamento na Polícia Federal.

Com informações de Gazeta do Povo

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