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Ratinho Junior avalia riscos e ganhos ao disputar Planalto em cenário com Flávio Bolsonaro

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), deve ser oficializado nos próximos dias como pré-candidato à Presidência da República. A decisão ocorre em um quadro distinto do planejado inicialmente: além de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ratinho terá agora a concorrência de Flávio Bolsonaro (PL), fator que altera cálculos sobre chances de avançar ao segundo turno.

Cenário eleitoral

Levantamento da Quaest realizado entre 6 e 9 de março aponta Lula com 37% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro com 30% e Ratinho Junior com 7%. Nesse panorama, o paranaense ficaria fora da disputa final pelo Palácio do Planalto em 2026.

Opções limitadas

No segundo mandato consecutivo, Ratinho não pode tentar a reeleição estadual e já descartou disputar o Senado. Restam duas alternativas: liderar a chapa do PSD ou aceitar a vaga de vice — proposta recusada após convite de Flávio Bolsonaro. Para concorrer, ele precisa renunciar ao governo até 4 de abril.

Estratégia de campanha

Ao lançar a pré-campanha, o governador pretende dialogar com eleitores de centro insatisfeitos com a polarização. Ele rejeita o rótulo de “terceira via” e se define como representante da “direita cidadã”. Segundo o cientista político Leandro Consentino, do Insper, o desgaste do embate Lula-Bolsonaro pode abrir espaço, ainda que limitado, para o crescimento do nome do PSD.

Possíveis recompensas

Se não chegar ao segundo turno, Ratinho poderá negociar apoio a Flávio Bolsonaro em troca de cargos estratégicos para si e para o PSD. A diretoria-geral de Itaipu Binacional é apontada como um dos postos em discussão. O partido, presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, também vislumbra ampliar sua bancada na Câmara com a visibilidade da candidatura.

Implicações locais

No Paraná, as articulações ficaram mais complexas após o PL se aproximar de Sergio Moro (União Brasil) para fortalecer o palanque de Flávio e enfrentar o nome que Ratinho deve lançar à própria sucessão no Palácio Iguaçu.

Projeção futura

Analistas avaliam que, mesmo sem vitória em 2026, a campanha pode nacionalizar a imagem de Ratinho Junior para 2030. Contudo, sem mandato entre 2027 e 2030, ele correria o risco de perder visibilidade obtida desde 2002, quando iniciou carreira política como deputado estadual.

Metodologia da pesquisa

A sondagem da Quaest ouviu 2.004 pessoas, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-05809/2026.

Com informações de Gazeta do Povo

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