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Relatório preliminar da CPMI do INSS indica 228 suspeitos e omite Lula e Bolsonaro

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou um relatório preliminar de cerca de 5 mil páginas que aponta 228 pessoas para indiciamento. O documento, divulgado na segunda-feira (23), não faz menção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Gaspar justificou a ausência dos dois chefes do Executivo afirmando que o texto foi elaborado “de forma estritamente técnica”, baseado em provas reunidas pela Controladoria-Geral da União (CGU), pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em quebras de sigilo e depoimentos colhidos pela comissão. “Eu tenho uma responsabilidade de fazer algo técnico”, declarou o parlamentar.

Fraudes podem alcançar R$ 40 bilhões

Segundo o relatório, as irregularidades identificadas no sistema previdenciário podem chegar a R$ 40 bilhões, valor que, de acordo com o relator, levanta suspeitas de lavagem de dinheiro em larga escala e envolve a atuação de organizações criminosas com ramificações internacionais.

Para Gaspar, falhas estruturais facilitaram o esquema. “Nosso papel é corrigir uma dívida histórica da Previdência Social com o povo brasileiro”, afirmou, destacando que a investigação não tem foco político, mas sim a identificação de brechas que permitiram as fraudes.

Prorrogação dos trabalhos

O parecer foi concluído antes de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a prorrogação da CPMI por mais 120 dias. A decisão deu 48 horas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para oficializar a extensão das atividades do colegiado.

Próximos passos

Com a ampliação do prazo, o relator informou que pretende propor mudanças na legislação para blindar o INSS contra novos golpes. Entre as medidas em estudo estão mecanismos de controle adicionais e o fechamento de lacunas que teriam permitido a fraude.

Além de analisar documentos oficiais, a comissão ouviu testemunhas, quebrou sigilos bancários e telefônicos e avaliou relatórios de órgãos de fiscalização. O material servirá de base para o relatório final, que ainda passará por votação dos membros da CPMI.

Com informações de Gazeta do Povo

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