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Desaparecimento de Laura Vitória completa 10 anos e chega à ONU

O sumiço da menina Laura Vitória Oliveira da Rocha, visto pela última vez em janeiro de 2016 no setor Lago Sul, em Palmas (TO), completa uma década sem esclarecimentos. A ausência de respostas motivou o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca) a acionar a Organização das Nações Unidas (ONU), alegando falhas e omissões no início das investigações.

Família vive rotina de busca e incerteza

A avó da menina, Aurenita, relata que a vida “parou” no instante em que a neta saiu para comprar milho e não retornou. Ela afirma ter percorrido todo o bairro antes mesmo da chegada da polícia, vasculhando rua por rua ao longo de várias noites.

Entidade aponta atrasos e protocolos ignorados

Segundo a secretária executiva do Cedeca, Mônica Brito, medidas como o aviso imediato a portos e aeroportos só foram adotadas depois das 24 horas iniciais, e o inquérito policial foi instaurado 30 dias após o desaparecimento. A organização espera que, com a intervenção internacional, a investigação seja conduzida “de forma mais célere e profunda”.

Resposta da Segurança Pública

A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP) informa que o caso de Laura está a cargo da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e tramita sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes. A pasta nega que haja descaso com desaparecimentos de crianças e afirma que, nos últimos 30 anos, apenas três investigações desse tipo permanecem em aberto no estado: os de Laura Vitória, Saphira Ferreira Lima (desaparecida em 2021) e Ágatha Sophia Almeida Xavier (sumida no rio Tocantins em março passado).

Comunidade ainda espera respostas

Moradores do Lago Sul relatam sentimento de angústia que atravessa a última década. A diarista Maria Lúcia de Oliveira resume a expectativa local: “A gente só quer que ela seja encontrada e tenha a vida que qualquer criança merece”.

Mesmo após dez anos, a avó mantém a esperança de reencontrar a neta. “Minha fé me sustenta. Peço a Deus todos os dias para ter uma resposta”, diz Aurenita.

Com informações de G1 Tocantins

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