O YouTube estendeu sua ferramenta de monitoramento de vídeos gerados por inteligência artificial para incluir atores e outras celebridades de Hollywood. O recurso, que detecta automaticamente rostos de figuras públicas, passa a aceitar pedidos de remoção de conteúdo mesmo quando a estrela não possui canal oficial na plataforma.
Como funciona
Para aderir ao programa, o interessado precisa enviar um documento de identidade e gravar uma selfie em vídeo para confirmação. O sistema atua apenas no reconhecimento facial, sem analisar vozes ou outras características biométricas.
Evolução da iniciativa
A tecnologia começou a ser testada com criadores de conteúdo em 2023. Em março deste ano, foi expandida a políticos e jornalistas. Agora, a companhia confirma a cobertura para celebridades, ampliando o alcance do mecanismo de proteção contra deepfakes.
Processo de remoção
Após a denúncia, o YouTube avalia se o material viola suas políticas de privacidade. Conteúdos classificados como paródia ou sátira permanecem no ar. Em testes iniciais com criadores, a plataforma registrou número reduzido de solicitações de exclusão.
Comparação com o Content ID
A empresa compara a novidade ao Content ID, sistema que identifica uso não autorizado de músicas e outros direitos autorais. Diferentemente do Content ID, porém, a detecção de imagem ainda não oferece opção de dividir receita gerada pelos vídeos identificados, embora executivos do setor demonstrem interesse nessa possibilidade.
Imagem: Alex Yeung
Mercado de imagem digital
O anúncio ocorre em meio a iniciativas que permitem a clonagem digital de criadores no próprio YouTube e à formação de bancos de dados biométricos por agências de talentos, que buscam tanto proteger quanto monetizar a aparência de seus clientes. Especialistas do entretenimento avaliam que o uso de deepfakes pode se tornar forma de interação com fãs, desde que haja remuneração pelo licenciamento da imagem.
Com informações de Olhar Digital
