O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente parecer a respeito do pedido de cirurgia no ombro direito feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A solicitação dos advogados foi protocolada na segunda-feira, 21 de abril de 2026, e o despacho do ministro é datado desta quinta-feira, 23. O intervalo concedido à PGR ultrapassa as duas datas sugeridas pelos defensores para a realização do procedimento: sexta-feira, 24, ou sábado, 25.
Lesão confirmada por exames
De acordo com documentos enviados ao STF, uma ressonância magnética realizada no hospital DF Star confirmou lesão no manguito rotador do ombro direito. O exame foi feito durante a internação de Bolsonaro para tratamento de broncopneumonia, ocasião em que Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias.
A equipe médica, liderada pelo cardiologista Brasil Caiado, relata que o paciente se submete a sessões de fisioterapia e já apresenta condições clínicas para a cirurgia.
Pedido de cuidador negado
A defesa também solicitou que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, fosse incluído como cuidador do ex-presidente. O ministro negou o pedido após os advogados informarem que Torres não possui formação como enfermeiro ou técnico de enfermagem.
Imagem: Andre Borges
Situação processual
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. A pena pode cair para dois anos e quatro meses caso o Congresso derrube o veto do presidente Lula (PT) ao projeto de lei da dosimetria.
Após o período de 90 dias de prisão domiciliar, novos exames deverão ser apresentados para que Moraes decida se mantém ou revoga o benefício.
Com informações de Gazeta do Povo
