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Procedimento com balão deve dilatar esôfago de mecânico que sobreviveu 20 dias na mata

Adenir Rodrigues da Conceição, mecânico agrícola que passou 20 dias perdido em área de mata no sul do Tocantins, deve ser submetido a um procedimento endoscópico para corrigir um estreitamento no esôfago. A intervenção prevê o uso de um balão pneumático que é inflado momentaneamente para alargar a região afetada.

Como funciona o procedimento

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo João Paulo Pacini de Barcelos, que descreveu o método de forma geral, o balão é introduzido vazio por meio de endoscopia até o ponto onde o esôfago está estreito. Em seguida, ele é preenchido — normalmente com líquido de contraste — para promover a dilatação. Após atingir a abertura desejada, o dispositivo é esvaziado e retirado.

Os balões usados são classificados como Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) e têm custo elevado. Por serem de uso único, são descartados ao término do procedimento.

Pacini observa que o longo período em que Adenir ficou sem se alimentar não costuma ser a causa principal de estenoses esofágicas, mas ressalta que a dilatação permite que o paciente volte a ingerir alimentos de forma adequada.

Exames e prazos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que o mecânico já realizou biópsia na região afetada e aguarda o laudo, previsto para 6 de maio. O prazo para liberação de resultados varia de 8 a 15 dias úteis, podendo se estender conforme a reação do material biológico aos reagentes químicos. Só após o documento estar pronto será possível definir a data do procedimento.

Relembre o desaparecimento

Adenir desapareceu em 14 de março de 2026, enquanto trabalhava em uma fazenda em Cariri do Tocantins. Ele saiu em direção a um córrego e não retornou. Durante 20 dias, sobreviveu apenas com água e técnicas de ex-brigadista, como caminhar dentro de cursos d’água para não deixar rastros. Encontrado por um caminhoneiro em 3 de abril, o mecânico havia perdido 11 quilos.

Equipes de resgate realizaram buscas por oito dias, mas suspenderam as operações por falta de pistas. Familiares e voluntários continuaram por conta própria. Drones chegaram a localizar Adenir, mas a aproximação não foi possível. No dia 2 de abril, debilitado, ele decidiu procurar ajuda.

Agora, em recuperação, o paciente aguarda o laudo da biópsia para iniciar o tratamento que deverá restabelecer sua capacidade de alimentação.

Com informações de G1

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