O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) rejeitou os pedidos apresentados pelas defesas de dois amigos de Pedro Arthur Turra Basso para reaver os celulares apreendidos durante as investigações sobre a morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos.
Os aparelhos foram recolhidos dias após a briga ocorrida em 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF). Além dos telefones, policiais civis também levaram notebooks e unidades de armazenamento SSD.
Decisões judiciais
Em uma das ações, o magistrado destacou que a devolução seria “prematura”, pois os dispositivos ainda precisam passar por análise técnica para acesso a comunicações e dados em nuvem. O juiz afirmou que a medida é necessária para “garantir a integridade da prova” e autorizou nova avaliação somente depois de concluídas as perícias.
No outro processo, o juiz responsável declarou a “perda de objeto” do pedido de restituição, mantendo a apreensão dos bens.
Investigação envolve outros ocupantes do carro
A família de Rodrigo solicitou à Polícia Civil a abertura de inquérito contra todos os quatro ocupantes do veículo em que Pedro Turra estava. Durante coletiva em 27 de fevereiro, o advogado Albert Halex argumentou que há indícios de premeditação e defendeu que todos sejam denunciados.
Situação processual de Pedro Turra
Preso preventivamente no Pavilhão de Segurança Máxima da Papuda desde 30 de janeiro de 2026, o ex-piloto da Fórmula Delta teve todos os pedidos de habeas corpus negados pelo TJDFT e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A audiência de instrução foi marcada para 25 de maio, às 9h, na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras. Nessa fase, serão ouvidas testemunhas de acusação, de defesa e, por último, o réu.
Imagem: Internet
O processo segue o rito do Tribunal do Júri por se tratar de homicídio qualificado. Após a audiência, caberá ao juiz decidir se existem elementos suficientes para levar o acusado a julgamento popular.
Relembre o caso
Pedro Turra, 19 anos, e Rodrigo Castanheira se desentenderam em 22 de janeiro. Um dos amigos de Turra filmou a briga e disse à polícia que não interveio para registrar a suposta “legítima defesa” do ex-piloto. A investigação, porém, apura a possibilidade de emboscada motivada por ciúmes.
Durante o confronto, Pedro atingiu Rodrigo com um soco que o fez bater a cabeça na porta de um carro. O jovem ficou 16 dias internado em estado gravíssimo e teve morte cerebral confirmada em 7 de fevereiro.
Com informações de Metrópoles
