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Harvard desenvolve impressão 3D que cria fibras “musculares” para robôs

Pesquisadores da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Harvard (SEAS) anunciaram uma técnica de impressão 3D capaz de produzir filamentos sintéticos que se curvam, torcem, expandem ou contraem de forma programada, funcionando como músculos artificiais. O trabalho foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e tem entre os autores principais Jennifer A. Lewis, L. Mahadevan e o pós-doutorando Mustafa Abdelrahman.

Como a tecnologia funciona

A equipe empregou o método de impressão rotacional multimaterial, no qual dois compostos são depositados simultaneamente por um bico que gira durante a fabricação:

  • Elastômero de cristal líquido (ativo): encolhe em uma direção específica quando aquecido;
  • Elastômero flexível (passivo): mantém a forma e limita o movimento.

A rotação do bico cria padrões helicoidais internos que determinam se a fibra resultante vai enrolar, endireitar, contrair ou dilatar ao receber calor. Dessa forma, o próprio filamento passa a atuar como elemento de atuação, dispensando motores, cabos ou sistemas hidráulicos tradicionais.

Protótipos testados

Para validar o conceito, foram impressas diversas estruturas:

  • Filamentos ondulados com respostas opostas à temperatura;
  • Grades que alteram a geometria e funcionam como pinças capazes de segurar e soltar objetos;
  • Placas planas que se transformam em cúpulas após aquecimento;
  • Filtros térmicos cuja porosidade varia conforme a temperatura.

Potencial e limitações

Segundo os autores, a abordagem aproxima sistemas artificiais da complexidade dos músculos biológicos e pode ser aplicada em robótica macia, dispositivos biomédicos e estruturas reconfiguráveis. Entretanto, a ativação térmica ainda impõe desafios de velocidade de resposta, eficiência energética e potência mecânica, mantendo a tecnologia em fase experimental.

Harvard desenvolve impressão 3D que cria fibras “musculares” para robôs - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Os pesquisadores ressaltam que a plataforma de design e impressão apresentada pode acelerar a transição de materiais semelhantes a músculos artificiais do laboratório para aplicações no mundo real.

Com informações de Olhar Digital

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