A Generative Bionics, startup sediada em Gênova, divulgou nesta semana o Gene.01, robô humanoide equipado com uma pele eletrônica capaz de sentir proximidade, temperatura, toque e força. O sistema foi concebido para fábricas onde pessoas e máquinas dividem o mesmo espaço e precisa antecipar movimentos a fim de evitar colisões.
Como funciona a pele sensorial
Sensores distribuídos do tronco aos membros permitem que o robô detecte diferentes estímulos simultaneamente. Ao perceber a aproximação de um trabalhador ou um objeto, o Gene.01 ajusta sua trajetória antes de qualquer impacto, gerando um reflexo semelhante ao humano de retirar a mão de uma superfície quente.
Além de aumentar a segurança, a cobertura tátil serve como ferramenta de aprendizado. Operadores podem guiar braços e mãos do robô diretamente, demonstrando trajetórias e a força correta para manipular peças sem danificá-las, prática que, segundo a empresa, soluciona uma dificuldade histórica da robótica industrial.
Baseado em pesquisa do Instituto Italiano de Tecnologia
O projeto deriva de estudos do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT) publicados na revista Nature Machine Intelligence e adota o conceito de Physical AI, que integra estrutura física, mecânica e controle inteligente em um único sistema.
Plataforma personalizável
A Generative Bionics projetou o Gene.01 como base para variantes especializadas. A customização ocorre em três frentes: ajuste do software de inteligência artificial à tarefa exigida, mudança do design externo conforme o ambiente e substituição dos end effectors — mãos, garras ou pés.

Imagem: Internet
Parcerias e investimentos
Para criar uma cadeia europeia de produção, a companhia firmou parceria com a alemã Synapticon para desenvolver atuadores fabricados no continente, incluindo montagem, calibração e testes de segurança.
O projeto recebeu um aporte inicial de US$ 81 milhões liderado pela CDP Venture Capital, com participação de AMD Ventures, Duferco, Eni Next, RoboIT e Tether. A primeira aplicação prevista será desenvolvida ao lado da construtora naval Fincantieri, que pretende empregar uma versão do robô dedicada a operações de soldagem em estaleiros.
Com informações de Olhar Digital
