Daniel Rodrigues de Jesus Aires, 28 anos, conhecido como Maguila, foi preso na manhã desta quinta-feira (28) durante ações conjuntas da Polícia Civil e da Polícia Federal em Palmas e outras três cidades do Tocantins. Apontado como líder de uma rede de tráfico de crack, o investigado levava rotina de ostentação, frequentava restaurantes caros e não tinha emprego formal, segundo a polícia.
As operações Nocaute (Polícia Civil) e Porto Limpo (Polícia Federal) cumpriram três mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Palmas, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Chapada de Areia. Os agentes também bloquearam R$ 1.740.595 em contas bancárias e apreenderam um carro de luxo avaliado em R$ 125 mil, além de uma máquina de contar dinheiro.
De acordo com o delegado Alexandre Pereira, da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), Maguila mantinha ramificações interestaduais para receber crack e repassar a traficantes de menor porte. “Ele já tinha contato com fornecedores de outros estados e possuía armas de uso restrito, demonstrando elevado poder bélico”, afirmou. O suspeito possui condenação por homicídio registrada em 2016.
A investigação da Polícia Civil começou no início de 2026, após a prisão em flagrante de um casal que vendia crack na capital. O desdobramento levou à identificação da suposta liderança exercida por Maguila. Paralelamente, a PF executou 13 mandados de busca em Porto Nacional para enfraquecer o braço interestadual da organização criminosa.
Somadas, as penas pelos crimes de tráfico, associação e lavagem de dinheiro podem alcançar 35 anos de prisão. Segundo a polícia, o grupo focava no crack, droga com alto potencial de dependência e lucratividade.
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Detido, Daniel Rodrigues de Jesus Aires permaneceu em silêncio na delegacia. A defesa informou que analisará os autos e solicitará liberdade na audiência de custódia marcada para esta sexta-feira (29). Os nomes dos demais detidos não foram divulgados.
Com informações de G1
