São Paulo — O prefeito de Carmolândia, no Tocantins, Douglas Oliveira (União), foi retirado de um voo da Latam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na noite de domingo (31), depois de um desentendimento sobre a apresentação de um atestado médico que o autorizasse a viajar.
O que motivou a retirada
De acordo com a companhia aérea, o passageiro foi considerado de “comportamento indisciplinado” ao insistir no embarque sem o documento exigido. O político havia informado à empresa que se recuperava de uma cirurgia recente, o que, segundo as regras internas, obriga a apresentação prévia de autorização médica.
Ação da Polícia Federal
Sem o atestado validado, o comandante solicitou apoio da Polícia Federal (PF). No termo lavrado pelos agentes, consta que o prefeito impediu o fechamento da porta da aeronave com o pé, motivo pelo qual foi desembarcado. Oliveira nega ter colocado o pé na porta e afirma que a discussão ocorreu ainda na ponte de embarque.
Consequências para o voo
O voo LA3394, programado para deixar Guarulhos às 23h35 de domingo com destino a Palmas, decolou apenas às 4h30 de segunda-feira (1º). O atraso de aproximadamente cinco horas se deu, segundo a Latam, pela necessidade de troca de tripulação, que ultrapassou o limite de jornada durante o impasse.
Versão do prefeito
Douglas Oliveira sustenta que não foi informado previamente sobre a exigência do atestado. Ele diz ter apresentado um laudo digital enviado por seu médico e que só recebeu a orientação para deixar a aeronave depois de já ter ocupado seu assento. O prefeito alega ter saído voluntariamente, após a PF sugerir que registrasse o ocorrido.
Quem é Douglas Oliveira
Eleito em 2024 com 61,11% dos votos, Oliveira administra Carmolândia, município no norte do Tocantins. Antes de ingressar na política, foi dirigente do União de Araguaína, clube que disputa a primeira divisão do Campeonato Tocantinense.
Imagem: Internet
Regras para passageiros em recuperação médica
A Latam orienta que pessoas submetidas a procedimentos cirúrgicos comuniquem a condição com antecedência e enviem, pelo menos 48 horas antes do embarque, o formulário MEDIF ou atestado médico datado de até 10 dias antes da viagem. O documento precisa conter dados do passageiro, assinatura e carimbo do médico, diagnóstico, autorização expressa para voar e eventual solicitação de serviço especial.
O impasse não gerou outras ocorrências, e o voo prosseguiu normalmente após a troca da tripulação.
Com informações de G1
