A Astrobotic, empresa sediada em Pittsburgh (EUA), revelou nesta segunda-feira, 15 de junho, o módulo de pouso robótico Griffin, selecionado pela NASA para a missão Moon Base 2. O veículo integra a primeira etapa do plano da agência espacial norte-americana de construir um posto avançado permanente na superfície lunar.
A companhia pretende lançar a Griffin Mission One (Griffin-1) no fim de 2026, a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX. O módulo levará experimentos científicos e demonstrações tecnológicas dentro do programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS), entre eles o rover Flex Lunar Innovation Platform (FLIP), desenvolvido pela californiana Astrolab.
Primeiro “lander” de classe infraestrutura
“Este é o primeiro módulo de classe infraestrutura que vai tocar o solo lunar e será pedra fundamental para a futura base”, afirmou John Thornton, CEO da Astrobotic, durante a apresentação. A montagem final do veículo deve terminar ainda esta semana, já com várias cargas acopladas.
Próximos passos antes do lançamento
O Griffin-1 será enviado na próxima semana ao Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), na Califórnia, para testes ambientais. Depois, seguirá para a Flórida, onde o rover FLIP será integrado antes da decolagem.
Cargas internacionais a bordo
Entre os equipamentos já instalados estão o CubeRover BEACON, desenvolvido pela própria Astrobotic em parceria com a canadense Mission Control Space Services, e a câmera LandCam-X, da Agência Espacial Europeia (ESA), criada para aprimorar a precisão de futuros pousos na Lua.
No total, o Griffin transportará dez cargas de seis países, além de quatro experimentos adicionais da NASA embarcados no FLIP. O módulo tem 1,8 m de altura, 4,5 m de largura e capacidade para entregar até 625 kg de equipamentos ao solo lunar, ao custo estimado de US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 6 milhões) por quilograma.
Imagem: Divulgação
Itens simbólicos e científicos
Algumas cargas incluem uma placa da Nippon Travel Agency com mensagens de crianças japonesas, a Galactic Library to Preserve Humanity, da Nanofiche, que reúne literatura e arte miniaturizadas, e a cápsula MoonBox, com objetos armazenados em cartões micro SD enviados de várias partes do mundo.
Segundo voo da Astrobotic
A missão será o segundo esforço da Astrobotic rumo à Lua. Em janeiro de 2024, o módulo menor Peregrine sofreu vazamento de propelente pouco após a separação do foguete e não conseguiu chegar ao destino. Aquele voo marcou a estreia do CLPS, programa que contrata serviços comerciais de pouso para apoiar o Programa Artemis de exploração lunar.
Thornton destacou que a nave estará “repleta de ciência e dados” e deverá captar “algumas das melhores imagens já vistas” da superfície lunar.
Com informações de Olhar Digital
