A SpaceX viveu uma virada brusca depois do rali que marcou sua abertura de capital em 12 de junho. No pré-mercado desta segunda-feira (22), dados da CNBC indicavam recuo superior a 4%, somando o terceiro dia consecutivo de perdas.
O movimento contrasta com os dois primeiros pregões após o IPO, quando os papéis dispararam e chegaram a ultrapassar, ainda que por pouco tempo, o valor de mercado de empresas como Amazon e Microsoft. A virada, porém, foi rápida: na quarta-feira da semana passada as ações cederam 5%, seguidas de queda de 3,6% na quinta, véspera do feriado de Juneteenth.
Mesmo com a correção, os papéis ainda acumulavam ganho de 37% até a sexta anterior ao feriado. A rápida oscilação é comum em estreias de grande visibilidade, mas a intensidade chamou atenção do mercado.
Detalhes do IPO
A oferta precificou cada ação em US$ 135. A forte procura impulsionou o papel logo de saída, colocando a SpaceX entre as companhias mais valiosas do mundo em questão de dias e transformando Elon Musk no primeiro trilionário, além de gerar novos milionários entre investidores e funcionários.
Resultados financeiros pressionam curto prazo
No ano passado, a empresa registrou prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões. Somente no primeiro trimestre deste ano, as perdas somaram US$ 4,28 bilhões, o que reforça a cautela dos investidores no horizonte imediato.
Imagem: Reprodução
Por que o interesse persiste
Apesar da correção, parte do mercado mantém a aposta de longo prazo na companhia, sustentada por:
- expectativa de crescimento das operações espaciais;
- confiança na liderança de Elon Musk;
- expansão de projetos em tecnologia e inovação;
- papel estratégico na corrida espacial global.
Os próximos pregões indicarão se a queda recente é apenas uma pausa para realização de lucros ou o início de um ajuste mais prolongado no valor das ações.
Com informações de Olhar Digital
