Em texto publicado nesta semana, o jornalista Mário Sabino, ex-redator-chefe da revista Veja, descreveu um episódio ocorrido em 2007, quando tentou restabelecer contato com o Partido dos Trabalhadores (PT) após a reeleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Sabino, a aproximação com o partido foi buscada por meio de Jaques Wagner, recém-eleito governador da Bahia, considerado à época um dos quadros petistas mais receptivos ao diálogo com a imprensa. Para viabilizar o encontro, um editor da revista pediu auxílio ao então deputado federal Geddel Vieira Lima, que intermediou o agendamento de um almoço no gabinete do governador, em Salvador.
Na data marcada, Sabino e o colega viajaram à capital baiana. Ao chegarem ao prédio do governo, foram recepcionados por Geddel. Já no andar de Jaques Wagner, a secretária informou que o governador estava reunido com Norberto Odebrecht, fundador do grupo que leva seu sobrenome, e solicitou que aguardassem.
O atraso se estendeu por aproximadamente quarenta minutos. Pouco antes de serem chamados, uma porta lateral se abriu e uma mulher, usando minissaia, deixou o gabinete. Logo depois, Wagner apareceu à porta principal, com o cabelo ainda úmido, e convidou os jornalistas a entrar. O relato de Sabino não detalha o teor da conversa mantida no encontro, mas observa que não foi possível confirmar se Norberto Odebrecht permanecia no local.
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À época, não havia informações públicas de que Geddel Vieira Lima, citado como facilitador do encontro, mantinha um apartamento em Salvador destinado a armazenar grandes quantias de dinheiro em espécie — fato que só viria à tona anos depois.
Com informações de Metrópoles
