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Projeto de Renan Calheiros obriga FGC a cobrir perdas de fundos de previdência no Banco Master

Brasília — O senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou em 6 de julho de 2026 um projeto de lei que determina ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) o ressarcimento integral dos recursos aplicados por regimes próprios de previdência e fundos de previdência complementar de estados e municípios em títulos do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

O texto amplia a cobertura do FGC exclusivamente para esses investidores institucionais, superando o limite atual de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição financeira. “Não é justo que o segurado arque com prejuízos decorrentes de irregularidades ou má gestão de instituições financeiras, como foi o caso do Master”, declarou o parlamentar à TV Senado.

Fundos atingidos

Dados do Ministério da Previdência indicam que 18 fundos de pensão de servidores públicos compraram papéis do Banco Master. O maior volume está no Rioprevidência, do Rio de Janeiro, com cerca de R$ 3 bilhões, seguido pelo Amprev, do Amapá, com aproximadamente R$ 400 milhões.

Investigação da Polícia Federal aponta que o ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL-RJ) teria pressionado a direção do Rioprevidência a investir na instituição, apesar de recomendações contrárias. Ele é um dos alvos da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes atribuídas ao banqueiro preso Daniel Vorcaro.

Efeitos previstos

Entre os principais pontos do projeto estão:

  • cobertura integral dos valores aplicados no Banco Master pelos fundos de previdência;
  • proteção de aposentados e pensionistas contra perdas;
  • manutenção de investigações e da responsabilização de gestores que atuaram com dolo ou má-fé;
  • preservação da confiança no sistema financeiro.

Desembolso já realizado

Até agora, o FGC desembolsou aproximadamente R$ 40,6 bilhões — 96% dos mais de R$ 41 bilhões previstos — para 690 mil credores do Conglomerado Master, que inclui o Banco Master, o Master Investimento e o LetsBank.

Próximos passos

O projeto foi protocolado na Mesa Diretora do Senado e aguarda despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para iniciar a tramitação nas comissões temáticas. Renan Calheiros também defendeu maior rigor na fiscalização do Banco Central e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) sobre instituições financeiras e fundos de pensão.

Com informações de Gazeta do Povo

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