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EUA e Irã trocam bombardeios pela segunda noite consecutiva

Os Estados Unidos e o Irã voltaram a se atacar na noite de quarta-feira (8/7), marcando o segundo dia seguido de confrontos após o colapso do memorando de entendimento que havia iniciado um cessar-fogo provisório em junho.

Ofensiva norte-americana

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) informou ter atingido cerca de 90 alvos militares em território iraniano. O ataque ocorreu, segundo Washington, em resposta à destruição de três petroleiros no início da semana no Estreito de Ormuz, atribuída a Teerã.

Na mesma ação, o Departamento do Tesouro revogou a autorização temporária que permitia ao Irã exportar petróleo, reinstalando integralmente as sanções.

Retaliação iraniana

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter disparado contra bases americanas no Kuwait, no Catar e no Bahrein. O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu resposta proporcional a novos ataques: “Batam, e vocês vão apanhar”.

Trump descarta novo acordo

Mais cedo, o presidente Donald Trump declarou extinto o memorando de entendimento assinado em 17 de junho e classificou a liderança iraniana como “escória”. À noite, disse que Teerã buscou retomar negociações, mas questionou a confiabilidade do governo iraniano: “Não sei se são dignos de um acordo”.

Cenário regional

A escalada reacendeu a tensão no Estreito de Ormuz. Ghalibaf avisou que a rota marítima só voltará a operar plenamente sob condições estabelecidas pelo Irã.

Funeral de Ali Khamenei

Os ataques coincidem com o funeral do aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro em ação conjunta dos EUA e de Israel, no primeiro dia da guerra. Após seis dias de velório, o corpo do líder deixará Najaf, no Iraque, rumo a Mashhad, onde deve ser sepultado nesta quinta-feira (9/7). Estima-se a participação de até 15 milhões de iranianos na cerimônia. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, apontado como sucessor, segue sem aparecer em público.

Ali Khamenei foi morto ao lado de familiares — uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses —, fato que intensificou a comoção popular e as promessas de vingança contra os Estados Unidos.

Com o recrudescimento dos combates e o fim oficial da trégua, analistas internacionais avaliam que a instabilidade no Golfo Pérsico deve se manter nas próximas semanas.

Com informações de Metrópoles

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