O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou que a frente formada em torno da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a eleição presidencial de 2026 representa um dos principais ativos da campanha. Em entrevista publicada em 17 de agosto de 2026, Dirceu destacou o alinhamento de partidos de centro-esquerda e o apoio de segmentos de siglas como MDB, PSD, Republicanos e União Brasil.
Amplo arco de alianças
Segundo o ex-ministro, a coligação reúne “todos os partidos de centro-esquerda à Presidência” e conta com quase todo o MDB das regiões Norte e Nordeste, além de frações expressivas do PSD e de diretórios estaduais do Republicanos e do União Brasil. “Temos ainda ex-ministros dessas legendas conosco”, acrescentou.
Para Dirceu, o consenso interno no PT também reforça a candidatura, mitigando disputas que o partido enfrentou em pleitos anteriores. Ele afirmou que a meta da costura política é garantir vitória, mas alertou que o resultado só será definido nas urnas. “Fizemos uma aliança para ganhar a eleição. Não estamos de salto alto”, disse.
Campanha com pé no chão
Mesmo citando pesquisas que apontam possibilidade de triunfo no primeiro turno, Dirceu defende que Lula mantenha postura de quem ainda precisa conquistar votos. Na avaliação dele, a mobilização deve ir além de redes sociais e propaganda, alcançando conversas em família, vizinhança, locais de trabalho, escolas e igrejas.
Retorno à vida pública
Dirceu planeja disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Após tratar um linfoma no duodeno, ele acompanha a agenda política de casa e pretende retomar atividades de rua em setembro, caso receba aval médico.

Imagem: Internet
O ex-ministro aguarda nova avaliação de saúde para confirmar a participação presencial nas eleições.
Com informações de Gazeta do Povo
