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Como o corpo humano seria afetado ao atravessar o horizonte de um buraco negro

Cair em um buraco negro não é igual para todos os casos. A maneira como o corpo seria destruído — ou inicialmente poupado — depende principalmente da massa do objeto cósmico, explicam cientistas da NASA.

Forças de maré e “espaguetificação”

Em buracos negros de massa estelar, as chamadas forças de maré criam diferenças tão grandes de gravidade entre cabeça e pés que o corpo seria esticado na direção do centro e comprimido nas laterais. Esse efeito extremo, batizado de “espaguetificação”, pode ocorrer ainda antes de a pessoa cruzar o horizonte de eventos.

A situação se agrava se o objeto estiver rodeado por um disco de acreção — camada de gás e detritos que atinge temperaturas altíssimas e emite radiação intensa. Nesse cenário, calor e radiação já seriam fatais bem antes do contato com o horizonte.

Queda em buraco negro supermassivo

O panorama muda em um buraco negro supermassivo, cujas massas variam de centenas de milhares a bilhões de sóis. Como o horizonte é muito maior, a diferença gravitacional entre partes do corpo se torna relativamente pequena nessa região. Em teoria, seria possível atravessar a fronteira sem sentir efeitos extremos naquele instante. Ainda assim, não haveria retorno: depois do horizonte, nenhuma trajetória conhecida permite sair de volta ao espaço exterior.

Relatividade e percepção do tempo

A queda também seria vista de formas distintas por quem cai e por um observador distante, devido à dilatação gravitacional do tempo prevista por Einstein. Para a pessoa em queda, o relógio segue normal; ela cruza o horizonte em um intervalo finito de tempo próprio. Já quem observa de longe perceberá a luz emitida pelo indivíduo ficar cada vez mais avermelhada e demorar a chegar, dando a impressão de que o movimento desacelera e congela perto da borda do buraco negro.

Como o corpo humano seria afetado ao atravessar o horizonte de um buraco negro - Imagem do artigo original

Imagem: Thierry Lombry

Independentemente do tipo de buraco negro, a travessia do horizonte de eventos marca o ponto sem retorno. O interior permanece fora do alcance de observações diretas, e as previsões baseiam-se apenas nas teorias atuais da física.

Com informações de Olhar Digital

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