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PMDF abre investigação sobre soldado que aplicou nove multas a carro de casal em disputa de herança

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) determinou à Corregedoria a apuração da conduta de um soldado acusado de autuar repetidamente o veículo de um casal para favorecer pessoas ligadas a um processo de inventário. O caso começou em abril e, segundo as vítimas, já soma nove multas, cinco delas emitidas no mesmo dia.

Moradores de Vicente Pires, o empresário e a esposa relatam ter sido pressionados por familiares que disputam a posse de uma casa e de um Toyota Corolla. De acordo com a versão apresentada, o militar teria usado farda, viatura e talonário oficial para tentar constrangê-los a desistir da ação judicial.

Sequência de autuações

As infrações foram registradas sempre pelo mesmo agente, sem abordagem presencial ou identificação de condutor. Em dois meses, as notificações aconteceram exclusivamente em frente à residência da família e à loja da empresária, quase sempre no mesmo minuto, indicando padrão incomum de fiscalização.

Imagens de câmeras de segurança indicam que, em pelo menos uma das datas, o carro permanecia na garagem enquanto constava como autuado. O prejuízo calculado atinge R$ 2.050,45 e 47 pontos na Carteira Nacional de Habilitação dos proprietários, pontuação suficiente para suspender o direito de dirigir.

Pedido de afastamento

Representado pelo advogado André da Mata, o casal solicitou o afastamento imediato do policial de funções de fiscalização e quer apuração por suposto abuso de autoridade, falsidade ideológica e desvio de finalidade. O caso foi registrado na 38ª Delegacia de Polícia, encaminhado à Corregedoria da PMDF, ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e ao Departamento de Trânsito (Detran).

Em nota, a PMDF declarou não tolerar condutas contrárias à legislação ou aos princípios de ética, disciplina e moralidade administrativa. A corporação enfatizou que toda ação policial deve observar legalidade, necessidade e proporcionalidade.

As investigações internas agora buscam esclarecer se houve uso indevido da estrutura estatal para fins particulares.

Com informações de Metrópoles

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