O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, instruiu as Forças Armadas, nesta sexta-feira (28/8), a ampliar para 1.000 o número de ataques diários com drones de longo alcance contra a Rússia. De acordo com o chefe de Estado, atualmente são efetuadas mais de 300 ofensivas desse tipo a cada 24 horas.
“É preciso fazer mais; há uma meta concreta e vamos cumpri-la”, declarou Zelensky após reunião com a equipe de segurança. O encontro concentrou-se em duas frentes: reforçar a defesa contra investidas russas e intensificar as ações de longo alcance sobre território russo.
Prioridade defensiva e ofensiva
O líder ucraniano ressaltou que o governo trabalha para ampliar os sistemas capazes de neutralizar “drones a jato” utilizados por Moscou, enquanto pressiona por um ritmo maior de lançamentos contra alvos estratégicos russos. “Estamos realizando, em média, mais de 300 ataques de longo alcance, e esse número precisa aumentar”, afirmou.
Conflito aéreo em ascensão
Com o avanço terrestre praticamente paralisado, Ucrânia e Rússia intensificaram o uso de drones e mísseis contra cidades e infraestrutura crítica. Dados da ONU indicam 16,4 mil civis mortos e 48,6 mil feridos na Ucrânia desde o início da guerra. Julho registrou o maior número de vítimas civis desde março de 2022, e o primeiro semestre de 2026 apresentou aumento de 60% nas baixas causadas por armamentos de longo alcance em relação ao mesmo período de 2025.
Acusações contra Moscou
No pronunciamento, Zelensky acusou a Rússia de adotar “tática de intensificação do terror”, com sucessivos alertas de ataques aéreos em Kiev. Segundo ele, as forças russas enfrentam dificuldades econômicas e logísticas em razão do conflito e das sanções internacionais, refletidas em menor oferta de combustível, queda nas exportações e problemas de abastecimento.

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O presidente reiterou que a meta de mil lançamentos diários será perseguida para “maximizar o uso das nossas armas” e responder aos bombardeios russos sobre o território ucraniano.
Com informações de Metrópoles
