O ministro Bruno Dantas entregou carta de renúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU) nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, comunicando ao presidente da Corte, Vital do Rêgo Filho, que deixa o posto para se dedicar a “novos projetos”.
A saída antecipa em 27 anos o término natural de seu mandato: aos 48 anos, Dantas poderia permanecer no cargo até 2053, quando completaria 75 anos, idade-limite para ministros do TCU. O lugar que se abre pertence à cota de indicações do Senado e, segundo integrantes da Casa, deve ser oferecido ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A escolha seria uma compensação após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter rejeitado o nome de Pacheco para o Supremo Tribunal Federal em 2025, fato que provocou atrito com o então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados”, afirmou Dantas em nota e em vídeo divulgados à imprensa. Ele destacou considerar a “rotatividade nos altos cargos do país uma virtude” e mencionou interesse em projetos de alcance nacional, continuidade da carreira acadêmica e participação no debate público a partir de outra posição.
Indicado ao TCU pelo MDB, Dantas tomou posse em 2014 e presidiu o tribunal no biênio 2023-2024. Ao todo, permanecerá 12 anos na Corte.

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A renúncia ocorre enquanto Alcolumbre e Lula retomam diálogo político. Após meses sem contato, ambos participaram de um encontro mediado pelo ministro Alexandre de Moraes e, na semana passada, alinharam com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma pauta de votação que inclui a isenção da “taxa das blusinhas”, o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o marco legal dos minerais críticos. A base governista pretende aprovar os projetos em esforço concentrado ainda nesta semana, mas a oposição articula estratégias para barrar as matérias.
Com informações de Gazeta do Povo
