','

'); } ?>

AGU vê “intervenção sem precedente” em pedido da PF para contestar decisões de Mendonça

Brasília — A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, que a solicitação da Polícia Federal para que o órgão atacasse judicialmente atos do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), configuraria uma “intervenção processual” sem precedente.

Em julho, a PF pediu que a AGU recorresse de medidas adotadas por Mendonça nas investigações sobre o Banco Master, descontos irregulares do INSS e a apuração envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

A manifestação da AGU foi divulgada após o ministro Alexandre de Moraes determinar a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news, utilizando relatórios de inteligência da PF que analisam a recusa do órgão em apresentar recursos. Um dos documentos da corporação cogitou que a suposta “inércia” poderia estar relacionada à proximidade entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e Mendonça; a própria PF, porém, classificou esses papéis como “sem valor probatório”.

Em nota, Messias negou omissão e afirmou que a AGU realizou avaliação “estritamente técnica e jurídica”. Segundo o órgão, não existe competência constitucional ou legal para intervir na persecução penal nos moldes pretendidos pela PF.

O comunicado acrescenta que uma iniciativa judicial dessa natureza acarretaria “riscos jurídicos e institucionais”, inclusive a possibilidade de anulação de investigações em curso no STF. Messias ressaltou ainda ter buscado diálogo com Mendonça e com o presidente do Supremo para evitar o agravamento de uma situação institucional considerada sensível.

A missão constitucional da AGU é defender a União e resguardar o interesse público dentro dos limites da lei, conclui a nota.

Com informações de Gazeta do Povo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *