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Marco Aurélio sai em defesa de André Mendonça e reprova pedido de Moraes para investigá-lo

Brasília — O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello manifestou apoio ao ministro André Mendonça nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, em meio à disputa interna deflagrada após Alexandre de Moraes pedir a inclusão do colega no inquérito das fake news.

Crítica a “postura autoritária”

Marco Aurélio classificou como autoritária a iniciativa de Moraes de tentar investigar um integrante da própria Corte em processo sob sua relatoria. Segundo o ex-magistrado, a tarefa de apurar cabe à polícia, enquanto o juiz “apenas capitania o processo”. Ele acrescentou que Mendonça não pode ser “execrado” por exercer suas funções e que o STF precisa fornecer respostas públicas e transparentes à sociedade.

Origem do atrito entre os ministros

A tensão ganhou força depois que Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com mensagens entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ao divulgar o material, o ministro também cobrou um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em reação, Moraes solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, autorização para investigar Mendonça dentro do chamado “inquérito do fim do mundo”. Bastidores do tribunal relatam conversas ríspidas entre os dois, embora o clima de normalidade tenha sido mantido nas sessões plenárias da semana.

Defesa da Lava Jato e de Sergio Moro

Na mesma entrevista, Marco Aurélio defendeu a condução da Operação Lava Jato pelo então juiz Sergio Moro. Para ele, quem investigou foi o Ministério Público, enquanto Moro atuou como julgador. O diálogo entre magistrados e procuradores, afirmou, é “sadio para a Justiça”. O STF anulou atos de Moro após a divulgação de conversas com procuradores, mas Marco Aurélio sustenta que isso não deveria ter resultado em nulidades.

Decisões de Edson Fachin

Com a crise instalada, o presidente do Supremo retirou o pedido de Moraes do inquérito das fake news e encaminhou a solicitação a parecer da PGR. Fachin requisitou ainda explicações formais de Moraes, Mendonça, Polícia Federal e PGR antes de definir os próximos passos.

A movimentação de Fachin busca conter o desgaste interno e preservar a imagem institucional do tribunal, que enfrenta pressões externas desde a divulgação das mensagens envolvendo Moraes.

Com informações de Gazeta do Povo

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