São Paulo (SP) – A Democracia Cristã (DC) confirmou neste sábado, 31 de janeiro de 2026, a pré-candidatura do ex-deputado federal e ex-ministro Aldo Rebelo à Presidência da República. O anúncio foi feito durante evento partidário na capital paulista.
Em seu discurso, Rebelo criticou o que chamou de “bloqueio” ao aproveitamento das riquezas nacionais, especialmente na Amazônia. Ele afirmou que o país possui “uma Amazônia bloqueada e congelada” e que a “ideologia do veto” impediria o Brasil de explorar recursos como os minerais de terras raras, área na qual, destacou, o país divide a liderança mundial com a China.
O ex-ministro dos governos Lula e Dilma, que deixou a esquerda para se aproximar de pautas conservadoras ligadas à soberania nacional, também condenou entraves burocráticos que, segundo ele, seriam impulsionados por organizações não governamentais e pelo ativismo ambiental. Rebelo alegou que políticas federais têm “destruído a nova fronteira mineral e agrícola” no Norte do país, citando demarcações de terras indígenas “onde não há indígenas” e criação de unidades de conservação em áreas destinadas à produção agrícola. “Em que lugar do mundo se persegue quem produz comida?”, questionou.
Ao falar sobre a economia, o pré-candidato declarou que o Brasil atravessa um processo de desindustrialização acelerada e só não está “de joelhos” graças ao setor agroindustrial, responsável, segundo ele, por grande parte dos empregos urbanos.
Críticas ao STF
Rebelo voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a Corte de criar insegurança institucional ao interferir em decisões dos Poderes Executivo e Legislativo. Ele citou vetos a nomeações de ministros e delegados e a derrubada de leis aprovadas no Congresso como exemplos dessa interferência. “O Supremo não pode ser um poder acima dos demais”, declarou, afirmando que o país vive “11 constituições”, uma para cada ministro da Corte.
Imagem: Neto Lucena
A pré-candidatura surge após Rebelo ter assumido, no fim do primeiro mandato do prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB), a Secretaria Municipal de Relações Internacionais, cargo para o qual migrou do PDT para o MDB. Em 2025, filiou-se à DC e passou a ser cogitado para a disputa presidencial depois do afastamento do ex-presidente da legenda, José Maria Eymael.
Com informações de Gazeta do Povo
