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CEO da Nvidia descarta risco de extinção causado por IA antes de 2030

O presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, afirmou em entrevista à CBS News que considera inexistente a possibilidade de a inteligência artificial provocar o fim da humanidade até o final desta década. “Há 0% de chance de 2030 ser o fim do mundo”, declarou ao programa Sunday Morning, que exibirá a conversa completa no próximo domingo.

A declaração foi dada à repórter Jo Ling Kent em meio a debates sobre a velocidade de avanço da IA. Questionado se o setor deveria pisar no freio diante de alertas sobre potenciais riscos, Huang respondeu que o desenvolvimento deve prosseguir “o mais rápido possível”, desde que produtos sem a devida segurança não cheguem ao mercado.

O executivo destacou que a Nvidia não pretende lançar soluções consideradas inseguras e que, em sua visão, a tecnologia pode ser administrada de forma responsável sem a necessidade de novas regras específicas.

Discussão sobre segurança

O tema ganhou força após a saída do pesquisador Jacob Coxon da Anthropic no início de setembro. Ao deixar a empresa, ele afirmou que desenvolvedores de IA estariam priorizando inovação em detrimento de protocolos de segurança robustos, comentário que reacendeu o debate sobre regulação.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, reconheceu em entrevista posterior que o setor demorou a encarar os riscos e classificou o ritmo de evolução como “exponencial”, sugerindo uma desaceleração parcial, mas sem interromper os projetos.

Na direção oposta, Huang sustenta que a IA pode avançar com rapidez e segurança, negando a necessidade de frear pesquisas ou implementar novas regulações imediatas.

A íntegra da entrevista de Jensen Huang vai ao ar no domingo (19), no Sunday Morning, da CBS News.

Com informações de Olhar Digital

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