O Google e a Amazon relataram aumentos expressivos nas emissões de gases de efeito estufa em 2025, impulsionados pela rápida construção de centros de dados e pela fabricação de hardware voltado à inteligência artificial (IA).
Alta acima do crescimento das receitas
No caso do Google, o volume total de dióxido de carbono equivalente (CO2e) alcançou 18,8 milhões de toneladas no último ano fiscal, elevação de 18% em 12 meses e de 82% desde 2019. A empresa havia assumido o compromisso de reduzir as emissões pela metade até 2030.
A Amazon reportou 80,85 milhões de toneladas de CO2e, aumento de 16% em um ano e de 58% desde 2019. O grupo mantém a meta de neutralizar suas emissões até 2040.
As duas companhias também viram crescer a quantidade de gases emitidos por dólar gerado, sinalizando que as emissões avançam mais rápido que as receitas. Para a Amazon, é a primeira vez que isso ocorre desde pelo menos 2021.
Fontes das emissões
Os relatórios apontam como principais origem dos gases:
- Centros de dados e escritórios.
- Fabricação de chips e servidores.
- Construção de novas instalações de computação em nuvem.
- (Amazon) Centros de distribuição, frota logística e envios globais.
Somente as emissões ligadas às obras de novos data centers da Amazon cresceram mais de 40% em um ano. No Google, o consumo de eletricidade já se aproxima do gasto anual de um país do porte da Grécia.
Imagem: jetcity
Executivas reconhecem desafio
Kate Brandt, diretora de sustentabilidade do Google, afirmou que “a expansão de nossa infraestrutura de IA está ocorrendo mais rapidamente do que a descarbonização da rede elétrica”. Já Kara Hurst, vice-presidente de sustentabilidade da Amazon, admitiu que o aumento da demanda pode desacelerar os objetivos ambientais da companhia.
Apostas em energia limpa
O Google informou ter assinado, em 2025, um volume recorde de contratos para compra de eletricidade proveniente de fontes descarbonizadas. A Amazon declarou ser, pelo sexto ano consecutivo, a maior compradora de energia renovável do mundo.
Especialistas do setor esperam que relatórios ainda inéditos de Meta e Microsoft revelem tendência semelhante de alta nas emissões associadas ao avanço da IA.
Com informações de Olhar Digital
