Duas imagens selecionadas para o Programa Olhar Espacial da última semana chamaram atenção por registrar, em detalhe inédito, fenômenos ligados à constelação do Cocheiro e ao movimento aparente do Sol ao longo do ano.
Remanescentes estelares na constelação do Cocheiro
A primeira fotografia, produzida pelos astrofotógrafos Stephane Vetter e Yann Sainty, soma mais de 200 horas de exposição e cobre uma área onde caberiam mil Luas cheias. O resultado exibe nuvens de hidrogênio ionizado em vermelho, oxigênio em azul e poeira estelar em tons acinzentados. Entre essas nuvens aparecem bolhas formadas por filamentos delicados — restos de supernovas que explodiram há dezenas de milhares de anos, devolvendo parte da matéria das estrelas ao espaço.
Analema solar sobre as Callanish Stones
A segunda imagem, assinada por Giuseppe Petricca, apresenta um analema solar: a figura em forma de “8” obtida pela combinação de fotografias tiradas sempre no mesmo horário em dias diferentes do ano. A composição foi montada sobre o cenário do sítio megalítico Callanish Stones, na Escócia, em pleno solstício de inverno, momento em que o Sol aparece na menor altura em relação ao horizonte. O formato do analema reflete fatores como a inclinação do eixo terrestre e a excentricidade da órbita do planeta.
As duas imagens ilustram fenômenos astronômicos distintos — a herança de explosões estelares antigas e a variação anual da posição solar — reafirmando a capacidade da fotografia de longa exposição e de composição temporal em revelar detalhes invisíveis a olho nu.

Imagem: Internet
Com informações de Olhar Digital
