Brasília — O prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, defendeu nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, a manutenção de Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a eleição presidencial deste ano.
Campos se encontrou com Lula no Palácio do Planalto para tratar da aliança entre PT e PSB na disputa de 2026. Ao deixar a reunião, disse a repórteres que “para o partido é importante a manutenção do vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa” e declarou ter “certeza de que os dois vão construir da melhor forma” a composição eleitoral.
Além de discutir a chapa nacional, o dirigente socialista busca o apoio do Palácio do Planalto à própria candidatura ao governo de Pernambuco. A movimentação acontece em meio à estratégia da atual governadora, Raquel Lyra (PSD), que se comprometeu a apoiar a reeleição de Lula caso o presidente permaneça neutro na disputa estadual; Lyra esteve com o chefe do Executivo na semana anterior.
PSB, MDB e negociações para a vice
Apesar da preferência expressa por Campos, há conversas dentro do PT sobre a possibilidade de indicar um nome do MDB para a vice-presidência. Em entrevista ao jornal O Globo em 8 de fevereiro, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou que a aproximação de Lula com o MDB ajudaria a ocupar posições de centro e a isolar o “bolsonarismo”. Segundo o ministro, o partido “é muito importante para ampliar, do ponto de vista administrativo e ideológico, a candidatura do presidente”.
Papel de Alckmin, Haddad e Tebet em São Paulo
Em declaração ao portal UOL, Lula ressaltou que Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), terão tarefas estratégicas em São Paulo. “Temos muito voto em São Paulo e condições de ganhar a eleição lá”, disse o presidente, acrescentando que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), também deverá atuar no estado. Lula afirmou ainda não ter tratado do assunto diretamente com os três, mas destacou que “eles sabem que têm um papel a cumprir”.
Imagem: Marcelo Camargo
A movimentação em torno das chapas estaduais e nacional ocorre enquanto o PT avalia lançar Haddad ao governo paulista, iniciativa incentivada por parte da sigla.
Com informações de Gazeta do Povo
