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João Santana prevê desgaste eleitoral com presença de Lula e Janja no Carnaval do Rio

Brasília – O publicitário João Santana, que comandou campanhas presidenciais do PT entre 2006 e 2014, alertou nesta quinta-feira (12.fev.2026) para possíveis prejuízos eleitorais decorrentes da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Sambódromo do Rio de Janeiro.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Santana avaliou que a maior ameaça não são eventuais vaias, mas a repercussão negativa fora do ambiente carnavalesco. “O risco está na reação em lugares onde Lula precisa de votos, como o interior de São Paulo, outros bolsões do Sudeste e o Sul, além do meio evangélico”, afirmou.

“Todos saem perdendo”

Para o ex-marqueteiro, a exposição do casal presidencial tende a criar um cenário de “soma negativa”. Ele argumenta que, historicamente, o Carnaval serve mais para “demolição do que para construção de imagem de político” e que o evento só reforça cultos individuais “quando controlado à mão de ferro por autocratas”.

Santana observou ainda que, por se tratar de um espetáculo de catarse coletiva, poucos políticos se arriscam em trios elétricos ou carros alegóricos. “As raras primeiras-damas que tentaram o fizeram sob o anonimato da multidão”, comentou, em referência ao Carnaval da Bahia.

Como será a participação

A Acadêmicos de Niterói levará ao Sambódromo o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que conta a trajetória do presidente. A expectativa é que Janja desfile em um dos carros alegóricos, enquanto Lula acompanhe a apresentação de um camarote da Prefeitura do Rio.

Orientação do Planalto

Diante da polêmica, a Comissão de Ética Pública da Presidência divulgou recomendações para a participação de autoridades federais no Carnaval. Entre as regras estão a proibição de uso de diárias e passagens, a recusa de convites de empresas que possam gerar conflito de interesses e a orientação para evitar manifestações que caracterizem propaganda eleitoral antecipada.

A oposição acionou a Justiça Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile em homenagem ao presidente, mas as ações foram rejeitadas até o momento.

João Santana liderou a equipe de marketing responsável pela reeleição de Lula em 2006, em meio ao escândalo do Mensalão, e comandou as campanhas de Dilma Rousseff em 2010 e 2014.

Com informações de Gazeta do Povo

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