A Justiça do Tocantins bloqueou R$ 2.519.953,22 de contas ligadas a dois investigados e a duas empresas suspeitas de integrar um esquema milionário de fraudes contra empresários do agronegócio. A decisão foi cumprida nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, durante mais uma etapa da Operação Fluxo, conduzida pela Polícia Civil.
Alvos da investigação
Segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Ordem Tributária, o principal investigado é um ex-representante comercial de 35 anos. Ele teria aproveitado sua função em uma empresa do setor para firmar contratos falsos, enganando tanto a empregadora quanto produtores rurais.
Também é investigada uma advogada de 30 anos, apontada como responsável por receber e ocultar os valores obtidos ilicitamente. De acordo com as apurações, o dinheiro era remetido a empresas vinculadas aos suspeitos e convertido em bens de luxo, como imóveis e veículos.
Mandados e apreensões
Além do bloqueio judicial, foram cumpridos mandados de busca em Palmas (TO) e Balsas (MA). Nas ações, a polícia apreendeu veículos, documentos e outros itens que podem comprovar a origem dos recursos.
Crimes investigados
O delegado Wanderson Queiroz afirma haver indícios de falsificação de documentos, estelionato e lavagem de capitais. Embora os crimes tenham sido planejados na capital tocantinense, o Maranhão passou a fazer parte do inquérito porque uma das empresas usadas para receber o dinheiro está sediada em Balsas.
Imagem: Internet
Próximos passos
As investigações prosseguem para apurar se o prejuízo e o número de vítimas superam os valores já identificados. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
As informações encerram-se aqui.
Com informações de G1
